Você é um moleque
você é um bosta
eu te falei pra se controlar caralho
fica se enchendo de esperança aí
filho da puta
seu merda
daí depois dá zica
e você se fode
e fica chorando
deprê e a porra toda
se achando um azarado
mas eu te falei
seu merda
controla essa bosta de coração
não fica afim daquela mina não
senão
(porra)
já era,
seu moleque de merda.
Bem vindo ao meu blog secreto. Aqui eu falo um monte de merda que só eu sei mesmo. Textos por André Picanço.
quinta-feira, 10 de março de 2016
quarta-feira, 9 de março de 2016
que porra que sou eu?
Escola Estadual por oito anos
Igreja Batista por dois e meio
cachaça e Rivotril por três
meditação por um mês
maconha e pó por um ano
Bradesco por dois
e música por seis
===
viagem
===
outro país por dois anos
LSD por uns dias
drogas
livros por anos e anos
e tentativas em vão
de responder
a simples pergunta:
que porra que sou eu?
Escrevendo na madruga
Porra, caralho. É mais um daqueles dias. Por um lado eu até fico feliz em voltar a escrever de madrugada e tal, só que o foda é que dessa vez eu tenho que acordar cedo amanhã, eu já não sou mais um intercambista desempregado vagabundo da porra. Isso é foda mano. Ano passado acho que nessa época eu passava noites em claro, fumando e escrevendo, sem sono algum. Então ia dormir às 6 da matina, e só acordava pra aula que muitas vezes eu faltava haha
Mas é isso, fico feliz por voltar azatividades
Andre
domingo, 28 de fevereiro de 2016
O André ao chegar em Dublin.
Então ok. 9h36 em Madri, vou embarcar em 10 minutos, esse é um post rápido.
O André ao chegar em Dublin já não vai ser mais o mesmo. Ele é feliz, e vai viver dias alegres com suas artes, escrevendo suas bobagens, cantando suas músicas, tocando pelas ruas, e sendo autêntico como sempre. Ele vai fumar mais maconha e usar mais drogas, ele vai seguir as insinuações do Aldous Huxley. O André vai olhar pra si mesmo com alegria, e deixar as coisas acontecerem.
O André vai continuar vivendo sem fazer ideia do que acontecerá no futuro. Ele vai continuar vivendo o presente e deixando o passado ir com os textos escritos. Pra que um dia chegue, e nesse dia ele vai ler os textos, e lembrar que a vida dele é maravilhosa.
O André vai continuar seguindo, lutando, chorando, gritando, caminhando, aos trancos e barrancos, caindo e levantando... Mas o André vai continuar seguindo, e sorrindo no final.
O André ao chegar em Dublin já não vai ser mais o mesmo. Ele é feliz, e vai viver dias alegres com suas artes, escrevendo suas bobagens, cantando suas músicas, tocando pelas ruas, e sendo autêntico como sempre. Ele vai fumar mais maconha e usar mais drogas, ele vai seguir as insinuações do Aldous Huxley. O André vai olhar pra si mesmo com alegria, e deixar as coisas acontecerem.
O André vai continuar vivendo sem fazer ideia do que acontecerá no futuro. Ele vai continuar vivendo o presente e deixando o passado ir com os textos escritos. Pra que um dia chegue, e nesse dia ele vai ler os textos, e lembrar que a vida dele é maravilhosa.
O André vai continuar seguindo, lutando, chorando, gritando, caminhando, aos trancos e barrancos, caindo e levantando... Mas o André vai continuar seguindo, e sorrindo no final.
O fim do Camino de Santiago (Hedonistando)
Então vamo lá. São 8h44, estou no Aeroporto de Madri esperando o voo até Dublin. Como no último post, é difícil organizar a cabeça depois dessa viagem, por um lado positivo. Fico me perguntando se qualquer viagem seria como essa, ou se são os tipos de viagem que me mudam tanto. Digo, nessa trip eu conheci uma rapaziada que viaja o mundo inteiro... Juntando com o que eu vinha lendo esses dias -- 1984, de George Orwell -- eu me senti deslocado dessa rapeize. Falo que, pelo mais cru que seja, eles são ricos e eu não. A realidade deles é diferente da minha. Por exemplo agora, tô voltando pra casa (MINHA CASA AGORA É DUBLIN!!!) com algumas moedas na mochila e sete euros em conta, até semana que vem.
Ontem a tarde estava no Museu do Prado quando algo especial aconteceu. O Rapha (meu primeiro roommate) me marcou numa publicação no Facebook. Era o OPEN MIC DO DARK HORSE!! Dessa vez tive certeza que é música que eu amo de verdade. Esse Dark Horse sim fica em Dublin, e estavam recrutando uma galera pra tocar lá nas quintas feiras. Teclei com o cara e pá, consegui um lugar pra tocar no pub. Daí meu coração pulou, meu corpo tremeu e minha boca sorriu. Amar alguém te dá essa sensação. Amar é ser sacudido por alguém, e sentir que nada mais interessa. Já sei que quando isso me acontece, é porque é amor de verdade. Foi ontem -- no último dia -- que eu tive essa resposta, de que não só música, mas TOCAR música, entreter pessoas é o que me move. Hoje tô muito feliz por isso e sei que é a volta por cima na minha deprê.
MAS VAMOS A VIAGEM!!! Como já disse antes, é difícil resumir o que me aconteceu nesses dias, mas preciso deixar escrito. Fiquei tão feliz em ter voltado a escrever, ao ver minha história sendo derramada... Nessa viagem eu recuperei minha autoconfiança, eu recuperei minha vontade de criar, eu terminei de me descobrir. Rolou um diário na página do Lixeira durante os três primeiros dias, mas fiquei sem postar quando cheguei em Betanzos e lá não tinha internet. Mas continuei escrevendo, e vou postar quando voltar a Dublin. Só que pouco escrevi sobre o último dia, sobre minha chegada em Santiago. A verdade é que foi algo muito pessoal, a ponto de não pertencer a Lixeira, e sim ao Hedonistando. Mas vamo lá.
Pois é, não me despedi do Julian. Ele foi seguindo o caminho errado bem lá na frente, então eu apenas tomei o meu caminho certo. Boa sorte pra ele. Pensei depois, minha vida é assim mesmo. Lembro do meu sonho. Caminho só, no meio do caminho conheço gente, e até caminhamos juntos por um tempo, mas alguma hora eu sigo o meu caminho. Eu sei -- ou pelo menos penso que sei -- pra onde tenho que ir. Então cheguei em Santiago de Compostela sozinho, embora os planos tenham sido de chegarmos juntos. Na hora pensei que choraria ao chegar, mas não. A cidade era espetacular. Andei um pouco por ali, mas chovia, então fui direto ao Seminario Mayor. Me fudi. Pensava que era o albergue barato do bagulho, mas era um hotel meio luxo e meia boca.
Mas puta que pariu. Nesse dia eu chorei, e não foi pouco. Ao entrar no quarto eu desabei em lágrimas, daí me recompus, tomei um banho, busquei a Compostela, e fui à Missa do Peregrino. Puta mano, que momento louco foi aquele! Só de chegar na Catedral os olhos já começaram a encher, daí ao enxergar o padre fazendo as rezas e olhar toda a beleza daquele lugar eu não me contive. Haviam poucos peregrinos ali, a maioria parecia ser local. Mas eu chorei, cara. Fiquei no último banco, tentando segurar o choro que vinha involuntariamente. Lembrava muito do Julian, e de todo o caminho que percorri. Era o final, e o final era feliz. Senti muito orgulho de mim mesmo, e sim, fiquei feliz comigo mesmo.
Eu pensava ser avarento e egoísta, mas descobri que não ao lembrar da caminhada. Cara, dividi minha comida com o Julian, dividi meu dinheiro -- literalmente! -- com ele, e fiz o meu melhor pra o ajudar. No final, me sobraram 20 euros e sem perceber, dei 20 euros a ele também. Deixei as contas pro final, e por isso fiquei pobre aqui em Madri. E fiquei feliz porque tudo o que gastei com ele foi o melhor que pude fazer, digo, não me sobrou dinheiro mesmo. Em Sigüeiro eu dei 20 euros a ele, paguei sua estadia, cozinhei um bom jantar e fiz um bom café da manhã (meu estilo, misto quente) na manhã seguinte. O velho não me agradeceu com palavras, mas a maneira como ele me olhava era de agradecimento. Ouvir um obrigado é bom sim, mas ter ajudado sem ouvir esse 'obrigado' foi muito bom no final.
E ali na Catedral eu cheguei sozinho, e chorei sozinho, desejando o melhor pra esse meu companheiro de pernada. Espero que hoje ele esteja bem e tenha encontrado alguém pra o ajudar até o dia 10.
Ontem a tarde estava no Museu do Prado quando algo especial aconteceu. O Rapha (meu primeiro roommate) me marcou numa publicação no Facebook. Era o OPEN MIC DO DARK HORSE!! Dessa vez tive certeza que é música que eu amo de verdade. Esse Dark Horse sim fica em Dublin, e estavam recrutando uma galera pra tocar lá nas quintas feiras. Teclei com o cara e pá, consegui um lugar pra tocar no pub. Daí meu coração pulou, meu corpo tremeu e minha boca sorriu. Amar alguém te dá essa sensação. Amar é ser sacudido por alguém, e sentir que nada mais interessa. Já sei que quando isso me acontece, é porque é amor de verdade. Foi ontem -- no último dia -- que eu tive essa resposta, de que não só música, mas TOCAR música, entreter pessoas é o que me move. Hoje tô muito feliz por isso e sei que é a volta por cima na minha deprê.
MAS VAMOS A VIAGEM!!! Como já disse antes, é difícil resumir o que me aconteceu nesses dias, mas preciso deixar escrito. Fiquei tão feliz em ter voltado a escrever, ao ver minha história sendo derramada... Nessa viagem eu recuperei minha autoconfiança, eu recuperei minha vontade de criar, eu terminei de me descobrir. Rolou um diário na página do Lixeira durante os três primeiros dias, mas fiquei sem postar quando cheguei em Betanzos e lá não tinha internet. Mas continuei escrevendo, e vou postar quando voltar a Dublin. Só que pouco escrevi sobre o último dia, sobre minha chegada em Santiago. A verdade é que foi algo muito pessoal, a ponto de não pertencer a Lixeira, e sim ao Hedonistando. Mas vamo lá.
Pois é, não me despedi do Julian. Ele foi seguindo o caminho errado bem lá na frente, então eu apenas tomei o meu caminho certo. Boa sorte pra ele. Pensei depois, minha vida é assim mesmo. Lembro do meu sonho. Caminho só, no meio do caminho conheço gente, e até caminhamos juntos por um tempo, mas alguma hora eu sigo o meu caminho. Eu sei -- ou pelo menos penso que sei -- pra onde tenho que ir. Então cheguei em Santiago de Compostela sozinho, embora os planos tenham sido de chegarmos juntos. Na hora pensei que choraria ao chegar, mas não. A cidade era espetacular. Andei um pouco por ali, mas chovia, então fui direto ao Seminario Mayor. Me fudi. Pensava que era o albergue barato do bagulho, mas era um hotel meio luxo e meia boca.
Mas puta que pariu. Nesse dia eu chorei, e não foi pouco. Ao entrar no quarto eu desabei em lágrimas, daí me recompus, tomei um banho, busquei a Compostela, e fui à Missa do Peregrino. Puta mano, que momento louco foi aquele! Só de chegar na Catedral os olhos já começaram a encher, daí ao enxergar o padre fazendo as rezas e olhar toda a beleza daquele lugar eu não me contive. Haviam poucos peregrinos ali, a maioria parecia ser local. Mas eu chorei, cara. Fiquei no último banco, tentando segurar o choro que vinha involuntariamente. Lembrava muito do Julian, e de todo o caminho que percorri. Era o final, e o final era feliz. Senti muito orgulho de mim mesmo, e sim, fiquei feliz comigo mesmo.
Eu pensava ser avarento e egoísta, mas descobri que não ao lembrar da caminhada. Cara, dividi minha comida com o Julian, dividi meu dinheiro -- literalmente! -- com ele, e fiz o meu melhor pra o ajudar. No final, me sobraram 20 euros e sem perceber, dei 20 euros a ele também. Deixei as contas pro final, e por isso fiquei pobre aqui em Madri. E fiquei feliz porque tudo o que gastei com ele foi o melhor que pude fazer, digo, não me sobrou dinheiro mesmo. Em Sigüeiro eu dei 20 euros a ele, paguei sua estadia, cozinhei um bom jantar e fiz um bom café da manhã (meu estilo, misto quente) na manhã seguinte. O velho não me agradeceu com palavras, mas a maneira como ele me olhava era de agradecimento. Ouvir um obrigado é bom sim, mas ter ajudado sem ouvir esse 'obrigado' foi muito bom no final.
E ali na Catedral eu cheguei sozinho, e chorei sozinho, desejando o melhor pra esse meu companheiro de pernada. Espero que hoje ele esteja bem e tenha encontrado alguém pra o ajudar até o dia 10.
sábado, 27 de fevereiro de 2016
Que vida!
Decidi escrever o título antes do post propriamente dito, pois na verdade não sei exatamente o que dizer, e essas duas palavras são tudo o que eu consigo falar até então. Que vida!
Que vida, porque há cinco anos atrás eu não fazia ideia do que estaria fazendo hoje, tampouco AONDE estaria. Que vida, porque vinha resmungando sobre minha própria vida sem saber de muita coisa. Que vida, porque nesses últimos 15 meses eu tenho vivido meus maiores sonhos, com meus próprios passos. Que vida, porque sou feliz e hoje eu sei disso.
Vou terminar por aqui e escrever sobre minha viagem a Espanha.
Que vida, porque há cinco anos atrás eu não fazia ideia do que estaria fazendo hoje, tampouco AONDE estaria. Que vida, porque vinha resmungando sobre minha própria vida sem saber de muita coisa. Que vida, porque nesses últimos 15 meses eu tenho vivido meus maiores sonhos, com meus próprios passos. Que vida, porque sou feliz e hoje eu sei disso.
Vou terminar por aqui e escrever sobre minha viagem a Espanha.
domingo, 21 de fevereiro de 2016
Nikki
Finalmente. Acordei às meio dia, ainda tô sozinho no albergue. Aparentemente, alguém veio e deixou o portão lá fora aberto, mas pode ser sido eu mesmo ontem à noite. Tomei café, fumei, dei uma cagada, arrumei minha bagunça, e finalmente tô tendo um tempo pra escrever sobre os assuntos do Camino. Tô ouvindo o album 'Turn Blue' do Black Keys, os caras são bons mano.
Os próximos posts serão sobre pensamentos que vieram pinguepongueando durante os dois dias. Vamo falar sobre ela.
Essa garota me apareceu no trabalho, começou a trabalhar na Topaz durante os sábados. Ficamos dois sábados trampando juntos, e ela pareceu ser bem gente boa -- gente boa mesmo. Trocávamos umas boas ideias e nesse tempo eu a via como irmã, broder de verdade. Eu tava na lenga lenga com a Sharon e minha confiança tava ok, até o dia do pub em Massachusets. Daí ela mudou pra loja e eu fiquei no deli.
De vez em quando ela me mandava mensagem no facebook e eu pensava, cara, ela deve gostar da minha amizade. Era tipo do nada. Conheci a mãe dela, também era muito gente boa... Repito, não sei se tô menos índio ou se as pessoas que venho conhecendo são massa. Falávamos mais sobre trabalho nesse tempo. Legal que ela me chamava pra sair fora do trampo, isso era um bom sinal de amizade e tal...
Final do ano, acabou que nos encontramos na Diceys. Não estava nos meus planos ir pra lá, deu zica na minha ida pra Pygmalion, mas foi até daora. Não conversamos muito esse dia, mas foi a primeira vez que eu pensei em ficar com ela haha... Mas era só cafajestagem até aí.
Ela me convidou pra ver um jogo de GAA no Croke Park. Fomos juntos, mas nesse dia eu já tava bem deprê, e ela era muito minha amiga aos meus olhos. Mas lembro que de vez em quando ela mandava snaps, ou mensagens do nada perguntando como eu tava, tipo, eu penso que era pra não perder o contato? Certa madruga ficamos conversando até 1h da manhã e eu acabei mostrando um pouco do meu mundo pra ela. Quando eu faço isso é difícil eu não mudar minha percepção em relação a pessoa. Falei que escrevo e que faço música, e algumas ideias que tenho. Enxerguei nela uma garota divertida e que poderia me ser uma boa companhia. Falei que vinha fazer o Camino de Santiago e ela quis vir junto. Queria viajar comigo, queria estar comigo... Cara, fiquei bolado com isso viu haha
Eu tava deprê. Ela mandava mensagem puxando assunto. Planejamos uma trip e tal. Daí ela comprou dois ingressos pro show do Macklemore & Ryan Lewis e me convidou. Até então eu só falava com essa mina quando ela falava comigo, mas depois disso eu fiquei bem bolado mesmo. Senti que precisava sair com ela e trocar uma ideia. No final das contas vamos a esse show e ao do Lumineers no dia seguinte. Não fiquei gamadão, mas já tinha um bom carinho por ela.
Fomos a Bray no Valentine's day. Eu nem tinha me tocado que era Valentine's até um dia antes. Ela tinha concordado em passar o dia inteiro comigo, e não importava o que a gente ia fazer, era tipo, ela só queria estar comigo naquele dia (que foi só semana passada e já parecem anos). Foi em Bray que eu realmente senti o frio na barriga, que eu queria abraçar forte e beijar com carinho. Fiz um cartão pra ela, mas não entreguei porque não rolou de ficarmos, somos tímidos hahaha... Me convenci que gostava dela nesse dia.
Na semana seguinte falamos menos, comecei a me duvidar se ela me curtia mesmo, mas pensando durante o caminho ontem, ela conseguiu entrar naquele lugar onde não importa tanto se ela gosta ou não, eu sim tenho um carinho enorme por ela e gosto pacas, não é a toa que penso nela várias vezes ao dia e tô escrevendo esse textão boboca falando dela. Preciso ir embora porque já são quase 14h e eu ainda tenho uns quilômetros aí pra andar. Mais tarde eu escrevo mais lezeiras ae. Paz.
Os próximos posts serão sobre pensamentos que vieram pinguepongueando durante os dois dias. Vamo falar sobre ela.
Essa garota me apareceu no trabalho, começou a trabalhar na Topaz durante os sábados. Ficamos dois sábados trampando juntos, e ela pareceu ser bem gente boa -- gente boa mesmo. Trocávamos umas boas ideias e nesse tempo eu a via como irmã, broder de verdade. Eu tava na lenga lenga com a Sharon e minha confiança tava ok, até o dia do pub em Massachusets. Daí ela mudou pra loja e eu fiquei no deli.
De vez em quando ela me mandava mensagem no facebook e eu pensava, cara, ela deve gostar da minha amizade. Era tipo do nada. Conheci a mãe dela, também era muito gente boa... Repito, não sei se tô menos índio ou se as pessoas que venho conhecendo são massa. Falávamos mais sobre trabalho nesse tempo. Legal que ela me chamava pra sair fora do trampo, isso era um bom sinal de amizade e tal...
Final do ano, acabou que nos encontramos na Diceys. Não estava nos meus planos ir pra lá, deu zica na minha ida pra Pygmalion, mas foi até daora. Não conversamos muito esse dia, mas foi a primeira vez que eu pensei em ficar com ela haha... Mas era só cafajestagem até aí.
Ela me convidou pra ver um jogo de GAA no Croke Park. Fomos juntos, mas nesse dia eu já tava bem deprê, e ela era muito minha amiga aos meus olhos. Mas lembro que de vez em quando ela mandava snaps, ou mensagens do nada perguntando como eu tava, tipo, eu penso que era pra não perder o contato? Certa madruga ficamos conversando até 1h da manhã e eu acabei mostrando um pouco do meu mundo pra ela. Quando eu faço isso é difícil eu não mudar minha percepção em relação a pessoa. Falei que escrevo e que faço música, e algumas ideias que tenho. Enxerguei nela uma garota divertida e que poderia me ser uma boa companhia. Falei que vinha fazer o Camino de Santiago e ela quis vir junto. Queria viajar comigo, queria estar comigo... Cara, fiquei bolado com isso viu haha
Eu tava deprê. Ela mandava mensagem puxando assunto. Planejamos uma trip e tal. Daí ela comprou dois ingressos pro show do Macklemore & Ryan Lewis e me convidou. Até então eu só falava com essa mina quando ela falava comigo, mas depois disso eu fiquei bem bolado mesmo. Senti que precisava sair com ela e trocar uma ideia. No final das contas vamos a esse show e ao do Lumineers no dia seguinte. Não fiquei gamadão, mas já tinha um bom carinho por ela.
Fomos a Bray no Valentine's day. Eu nem tinha me tocado que era Valentine's até um dia antes. Ela tinha concordado em passar o dia inteiro comigo, e não importava o que a gente ia fazer, era tipo, ela só queria estar comigo naquele dia (que foi só semana passada e já parecem anos). Foi em Bray que eu realmente senti o frio na barriga, que eu queria abraçar forte e beijar com carinho. Fiz um cartão pra ela, mas não entreguei porque não rolou de ficarmos, somos tímidos hahaha... Me convenci que gostava dela nesse dia.
Na semana seguinte falamos menos, comecei a me duvidar se ela me curtia mesmo, mas pensando durante o caminho ontem, ela conseguiu entrar naquele lugar onde não importa tanto se ela gosta ou não, eu sim tenho um carinho enorme por ela e gosto pacas, não é a toa que penso nela várias vezes ao dia e tô escrevendo esse textão boboca falando dela. Preciso ir embora porque já são quase 14h e eu ainda tenho uns quilômetros aí pra andar. Mais tarde eu escrevo mais lezeiras ae. Paz.
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